A gestão de obras públicas desempenha papel estratégico na construção de cidades mais eficientes, inclusivas e sustentáveis. De acordo com Ricardo Chimirri Candia, planejar e executar obras municipais com responsabilidade é essencial para garantir infraestrutura de qualidade, promover desenvolvimento urbano equilibrado e respeitar os princípios da sustentabilidade ambiental, social e econômica. Esse processo exige planejamento técnico, coordenação entre diferentes setores e enfrentamento de diversos desafios operacionais.
A seguir, serão abordadas as etapas fundamentais da gestão de obras públicas, os principais obstáculos enfrentados pelos gestores municipais e as soluções mais eficazes para superá-los.
Etapas fundamentais na gestão de obras públicas municipais
A gestão de obras públicas segue um ciclo estruturado em diferentes fases: planejamento, licitação, execução, fiscalização e entrega. Cada etapa exige ações específicas e conformidade com normas legais e técnicas. No planejamento, elabora-se o projeto básico, definem-se prazos, orçamentos e impactos ambientais, com base em diagnósticos urbanos e audiências públicas. A qualidade dessa fase é determinante para o sucesso da obra.

Na etapa de licitação, é preciso garantir transparência e concorrência justa, conforme preconiza a Lei nº 14.133/2021 (nova Lei de Licitações). Já na execução, o acompanhamento constante dos cronogramas, orçamentos e metas contratuais assegura o controle de qualidade e evita desperdícios. Como destaca Ricardo Chimirri Candia, o uso de tecnologias como o BIM (Modelagem da Informação da Construção) pode aumentar a previsibilidade e a eficiência durante a execução.
Desafios enfrentados na execução de obras municipais
Apesar dos avanços institucionais, a gestão de obras públicas ainda enfrenta diversos entraves. A morosidade nos trâmites burocráticos, a escassez de recursos financeiros e a falta de capacitação técnica das equipes municipais são alguns dos principais obstáculos. Além disso, mudanças frequentes no comando político podem comprometer a continuidade dos projetos e provocar atrasos ou paralisações. Essa instabilidade compromete também a qualidade e a confiabilidade dos serviços entregues à população.
Outro desafio recorrente está relacionado à desapropriação e à resistência da comunidade impactada pela obra. A ausência de diálogo transparente pode gerar descontentamento e conflitos, sobretudo em intervenções de grande porte. Como aponta Ricardo Chimirri Candia, ex-prefeito de Corumbá, é indispensável promover a participação popular desde o início, com escuta ativa e estratégias de mediação que fortaleçam a confiança da população nos gestores públicos.
Soluções para uma gestão pública mais eficiente e sustentável
A adoção de soluções integradas e sustentáveis tem se mostrado eficaz na qualificação da gestão de obras municipais. Uma dessas soluções é o fortalecimento dos núcleos de engenharia e planejamento urbano dentro das prefeituras, por meio de capacitação técnica, programas de treinamento continuado e parcerias com universidades e órgãos técnicos. Isso permite a elaboração de projetos mais completos, com menor risco de alterações ou aditivos durante a execução.
Além disso, ferramentas digitais de gestão como sistemas de georreferenciamento, painéis de monitoramento e plataformas de controle orçamentário auxiliam na tomada de decisões mais rápidas e fundamentadas. Conforme apresenta Ricardo Chimirri Candia, a combinação entre inovação tecnológica e gestão estratégica contribui não apenas para a eficiência da obra, mas também para o uso racional dos recursos públicos e para o alinhamento aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
A gestão como instrumento de transformação urbana
Em resumo, a gestão de obras públicas vai além da simples execução de contratos: ela é um instrumento de transformação urbana e social. Quando realizada com planejamento, transparência e foco na sustentabilidade, promove cidades mais justas e acessíveis. Para Ricardo Chimirri Candia, é possível conciliar eficiência técnica, responsabilidade fiscal e compromisso ambiental na condução de obras públicas. Cidades bem planejadas não surgem por acaso: elas são fruto de escolhas conscientes e de uma gestão comprometida.
Autor: Kalazah Eleri
