Daugliesi Giacomasi Souza, fundadora da DGdecor, acompanha uma mudança significativa na forma como as pessoas utilizam suas casas. Se antes os ambientes eram planejados para funções específicas e pouco flexíveis, hoje a realidade é diferente. A rotina contemporânea exige espaços capazes de acomodar trabalho, lazer, convivência familiar e momentos de descanso dentro de uma mesma residência.
Essa transformação ganhou força nos últimos anos e vem influenciando diretamente projetos de arquitetura residencial, decoração de interiores e planejamento de reformas. O resultado é uma busca crescente por soluções que conciliem funcionalidade, conforto e estética.
Por que os ambientes multifuncionais ganharam espaço?
Uma das principais razões está relacionada às mudanças de comportamento. O aumento do trabalho remoto e dos modelos híbridos fez com que muitas pessoas passassem mais tempo em casa.
Esse cenário revelou limitações de imóveis planejados para uma dinâmica diferente. Salas passaram a incorporar áreas de trabalho, quartos precisaram acomodar novas funções e espaços antes pouco utilizados ganharam importância. Daugliesi Giacomasi Souza acompanha um setor que observa um crescimento constante da procura por projetos capazes de adaptar os ambientes às novas necessidades familiares.
Quais erros ainda são comuns em reformas residenciais?
Um erro recorrente é priorizar apenas a estética sem considerar a rotina dos moradores. Ambientes visualmente atraentes podem se tornar pouco práticos quando não atendem às necessidades do dia a dia.
Outro equívoco frequente ocorre na distribuição do mobiliário. Muitas pessoas escolhem peças sem avaliar circulação, ergonomia e aproveitamento do espaço. Como consequência, surgem áreas desconfortáveis e pouco funcionais, exigindo ajustes posteriores que aumentam custos e transtornos.
A integração de ambientes continua em alta?
Sim, mas de forma mais estratégica do que no passado. Durante algum tempo, a integração era aplicada quase automaticamente em diversos projetos. Hoje, arquitetos e designers buscam soluções mais equilibradas. A tendência atual consiste em criar integração visual sem eliminar completamente a possibilidade de privacidade.

Painéis móveis, divisórias leves e elementos multifuncionais ajudam a adaptar os espaços conforme diferentes necessidades. Daugliesi Giacomasi Souza acompanha projetos que valorizam essa flexibilidade como forma de ampliar o conforto dos moradores.
Como a iluminação influencia a funcionalidade?
A iluminação deixou de ser apenas um elemento decorativo para assumir papel central na experiência dos ambientes. Um mesmo espaço pode atender a funções distintas, dependendo da forma como a luz é utilizada. Áreas de trabalho exigem iluminação mais direcionada, enquanto espaços de convivência costumam se beneficiar de soluções mais acolhedoras.
Comparado aos projetos de décadas anteriores, existe hoje uma preocupação muito maior com o planejamento luminotécnico desde as etapas iniciais.
O impacto da organização no bem-estar
A organização dos espaços tornou-se um tema relevante dentro do design de interiores. Ambientes excessivamente carregados podem gerar sensação de desconforto e dificultar a realização das atividades diárias.
Soluções de armazenamento inteligente, mobiliário planejado e melhor aproveitamento das áreas disponíveis ajudam a criar espaços mais equilibrados. Daugliesi Giacomasi Souza observa que a funcionalidade passou a ser um dos principais critérios considerados pelos moradores ao iniciar projetos de reforma ou decoração.
O futuro dos projetos residenciais será mais flexível
A tendência é que os imóveis continuem evoluindo para atender rotinas cada vez mais dinâmicas. Ambientes adaptáveis, integração inteligente e soluções voltadas ao bem-estar devem ganhar espaço nos próximos anos.
Daugliesi Giacomasi Souza atua em um segmento diretamente impactado por essas transformações. A busca por funcionalidade demonstra que o design contemporâneo vai além da estética e assume um papel importante na qualidade de vida dentro dos ambientes residenciais.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez
